domingo, 24 de maio de 2020

O PEQUENO PRÍNCIPE: AS PERSONAGENS

O Piloto Poeta


Guiado pelas estrelas Antoine de Saint-Exupéry, viajou pelo mundo, decifrou o céu, criou laços entre as pessoas. Diminuindo as distâncias, fez o mundo parecer menor. Escrevendo, fez do nosso planeta, um mundo maior.


O Essencial
Antoine de Saint-Exupéry partiu para Nova York no fim de Dezembro de 1940, onde começou a desenhar, na frente aos editores, o recorrente menino de cabelos rebeldes. Quando lhe perguntavam, respondia: “Não é nada de mais, é apenas o garoto que existe no meu coração.”
A primeira edição do Pequeno Príncipe apareceu em abril de 1943. Ele recebeu um dos primeiros exemplares alguns dias antes do seu embarque para a África do Norte. Atravessou o Atlântico a bordo de um navio com tropas americanas para lutar pela França ocupada pelo exército alemão. No dia 31 de Julho de 1944 não retornou da sua última missão.
Toda a obra de Saint-Exupéry é centrada em valores fundamentais e universais. Elas fazem parte do nosso patrimônio. São os valores dos homens solidários, responsáveis e persistentes.

A Toalete do Planeta
Um pequeno príncipe nos convida a olhar com atenção o planeta que habitamos, cheio de presentes oferecidos pela natureza. Presentes aparentes ou escondidos, renováveis ou limitados. Mas todos eles revelam segredos quando os observamos com o olhar cristalino de uma criança.
Estrelas que sabem sorrir.
Antoine de Saint-Exupéry resgatou a criança que existe em cada um de nós, com encanto, ética e beleza.

O Livro
O Pequeno Príncipe é o terceiro livro mais vendido do mundo. Possui cerca de 134 milhões de livros vendidos em todo mundo, 8 Milhões só no Brasil e foi traduzido em mais de 220 línguas e dialetos.
É um dos personagens mais famosos e queridos de todos os tempos, que empolga crianças e adultos com ensinamentos inesquecíveis. Sua história deixa marcas pela forma simples de suas mensagens de otimismo, simplicidade e amor ao nosso planeta.

“As estrelas são todas iluminadas...
Não será para que cada um possa um dia encontrar a sua?”
Antoine de Saint-Exupéry






















ARTIGO: O PEQUENO PRÍNCIPE

5 lições de vida (comprovadas) de “O Pequeno Príncipe”

O livro tem encantado tanto crianças como adultos do mundo todo nos últimos 70 anos

Foto com escultura de "O Pequeno Príncipe", em Paris: O Pequeno Príncipe foi publicado em 6 de abril de 1943  (Getty Images/)

1. Devemos nos reconectar com a nossa criatividade da infância

O narrador de O Pequeno Príncipe abre o livro com uma história sobre o primeiro desenho que fez quando criança, de uma jiboia digerindo um elefante. Todos os adultos que olhavam a imagem, conta ele, sempre viam a mesma coisa: um chapéu comum.

O narrador diz que ele abandonou sua paixão por desenhar até conhecer o Pequeno Príncipe, que imediatamente reconheceu o desenho pelo que era: um elefante com uma jiboia dentro.

“Mas, quem quer que fosse, ele ou ela, sempre respondia: ‘É um chapéu’. Então eu nem falava de jiboias, nem de florestas virgens, nem de estrelas. Eu me colocava no seu nível. Falava com ele sobre bridge, golfe, política e gravatas. E os adultos ficavam felizes de encontrar um homem tão razoável”.

Lição de vida: Ao crescer, não perca o contato com aquele toque de loucura e criatividade. Os adultos preferem números e ideias práticas, mas eles se esquecem de olhar além da superfície, deixar fluir e ser criativo. A medida que eles perdem a curiosidade, tornam-se mais passivos.

O que diz a ciência: A criatividade e a imaginação trazem benefícios para sua saúde. Um estudo da Revista Psychology of Music mostra que estudantes de piano ficam menos estressados quando improvisam no palco. A música pode também melhorar a percepção de como expressar vocalmente uma emoção, conforme revelou o estudo.

As pessoas criativas são extremamente parecidas ao Pequeno Príncipe; elas sonham, buscam novas experiências e fazem as perguntas certas.

2. Para apreciar os simples prazeres da vida, precisamos ser menos sérios

Na jornada em planetas diferentes o Pequeno Príncipe explica que conheceu um homem de negócios muito sério. Este homem sempre contava todas as estrelas da galáxia e embora dizia ser feliz, pois era dono de todas elas, sua vida era solitária e monótona pois ele não tinha mais nada.

Ele não conseguia sequer apreciar a beleza das estrelas.
“‘Eu as administro. Eu as conto e reconto, disse o homem de negócios. É difícil. Mas eu sou um homem sério”.

Lição de vida: Você não deve comprometer sua alegria pelos simples prazeres da vida.

O que diz a ciência: Muitos estudos afirmam que não há nada melhor do que uma boa gargalhada para levantar o ânimo e melhorar a qualidade de vida.

Em 2014, os pesquisadores da Universidade Loma Linda, na Califórnia, descobriram que as pessoas que riem mais, frequentemente têm uma memória de curto prazo melhor e sofrem menos com o estresse. Outros estudos, como um conduzido pelos pesquisadores na Universidade de Maryland, mostram que o senso de humor pode nos proteger de um ataque cardíaco.

3. Dar um tempo a si mesmo é a chave para a felicidade

O Pequeno Príncipe relata ter encontrado outro personagem interessante no quinto planeta que visitou, onde cada dia dura apenas um minuto. O acendedor de lampiões, como é conhecido, deve desligar a luz no planeta a cada minuto e daí freneticamente ligá-la de volta um minuto depois. Ele nunca tem tempo para descansar ou dormir.

“Agora que o planeta dá uma volta por minuto, eu não tenho mais um segundo de repouso. Acendo e apago uma vez por minuto!” – O Acendedor de Lampiões

Lição de vida: Você precisa apreciar cada minuto que passa. Aproveite a vida.

O que diz a ciência: Os médicos não cansam de insistir: a falta de sono é catastrófica para a sua saúde. Viver a vida como a do acendedor de lampiões em O Pequeno Príncipe pode causar um aumento no risco de diabete, doenças cardíacas, infarto, tipos específicos de câncer, problemas de memória, mudanças de humor e um aumento no seu apetite.

Os efeitos negativos da falta de sono são vários. Além de dormir, o essencial é dar-se um tempo para se desconectar do trabalho. Não há dúvidas que hoje em dia, o acendedor de lampiões teria sofrido da síndrome de Burnout”.

4. Precisamos ter coragem para explorar

No sexto planeta de sua jornada, o Pequeno Príncipe conheceu um “senhor mais velho que escrevera livros volumosos”. Embora o Pequeno Príncipe inicialmente acredite que o autor era um explorador, ele descobre que na verdade ele é um geografo que jamais saiu nem de sua mesa.

“Não é o geógrafo que vai contar as cidades, os rios, as montanhas, os mares, os oceanos e os desertos. O geógrafo é muito importante para ficar passeando. Ele não abandona a sua escrivaninha”. — O Geografo

Lição de vida: Tendemos a ficar dentro de nossa “zona de conforto” porque é mais fácil do que se arriscar. Mas nós devemos usar o tempo que temos na Terra para ter experiências diferentes, conhecer novas pessoas e viajar pelo mundo.

O que a ciência diz: Existem milhares de motivos para sair da sua zona de conforto, muitas delas cientificamente comprovadas. A ansiedade que você sente ao confrontar o desafio pode até ajudá-lo a ser mais eficiente, de acordo com os psicólogos. E adaptar-se às mudanças nos ajuda a sermos mais afiados quando mais velhos, de acordo com um estudo publicado em 2013.

5. É melhor escolher com o coração

O Pequeno Príncipe está apaixonado com a rosa do seu planeta natal, uma que é como todas as outras rosas que ele vê na Terra. Mas a sua rosa é única porque ele a escolheu. É “única no mundo”, disse a raposa, porque o príncipe passou um tempo cuidando dela.

“Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê verdadeiramente com o coração. O essencial é invisível aos olhos”. – A raposa

Lição de vida: O Pequeno Príncipe representa a espontaneidade. Diferente de muita gente, ele pensa instintivamente, com o coração. De acordo com a raposa, essa é a única forma de descobrir o que realmente importa.

O que a ciência diz: De acordo com um estudo publicado na Revista Organizational Behavior and Human Decision Processes, em 2012, uma decisão intuitiva pode resultar em resultados iguais ou melhores do que uma abordagem analítica.

Nossa intuição ajuda a equilibrar nossas decisões — ela serve para fechar o vazio entre razão e instinto, de acordo com Cholle Francis, autor de “A Inteligência Intuitiva”.

Obviamente, O Pequeno Príncipe possui outros conselhos de vida valiosos. Mas, para aprender ainda mais, talvez você queira perguntar direto para ele. Quando visitar seu planeta, não tem como errar: ele estará vendo o pôr-do-sol com a flor que ama.

Uma versão deste artigo apareceu originalmente no HuffPost France e foi traduzida para o inglês.



O francês Antoine de Saint-Exupéry lançou, em 1943, nos EUA, um ano antes de sua morte, o livro que se tornaria um clássico da literatura universal, ‘Le Petit Prince’, traduzido no Brasil como O Pequeno Príncipe. Escrito e ilustrado por este ex-piloto aéreo ao longo da Segunda Guerra Mundial, ele se transformou na obra mais vendida em todo o mundo, por volta de 80 milhões de volumes; foi editado pelo menos 500 vezes.

Esta fábula ou parábola, aparentemente dirigida ao público infantil, mas permeada por um alto teor filosófico e poético, foi a terceira produção literária mais traduzida no Planeta – a primeira é o Livro Sagrado e a segunda é O Peregrino, A Viagem do Cristão da Cidade da Destruição para a Jerusalém Celestial, do inglês John Bunyan -, lançada em 160 idiomas ou dialetos, até mesmo na África do Sul. Em Portugal esta obra é adotada no ensino básico, nas aulas de Língua Portuguesa, e no Japão foi construído um museu para o protagonista da trama.



quinta-feira, 21 de maio de 2020

SUGESTÃO DE ATIVIDADE: MEDIDA DE TEMPO: HORAS, MINUTOS E SEGUNDOS


























PARA LER E OUVIR: LENDA AFRICANA "COMO SURGIU O TAMBOR"



LEITURA DE HOJE: LENDA AFRICANA "UBUNTU"

Ubuntu, lenda africana sobre a cooperação
História africana sobre o valor da cooperação para as crianças


Essa preciosa lenda nos leva a revermos a forma como enxergamos as coisas. A lenda fala de cooperação e de que como colaborando se consegue a igualdade, a harmonia e com a harmonia a felicidade. 

Ubuntu é uma filosofia de vida que se baseia nos princípios da lealdade, humildade, empatia e o respeito. Sem dúvida essa lenda nos transmite uma fantástica lição para crianças e adultos. 

UBUNTU

Um antropólogo visitou um povoado africano. Ele quis conhecer a sua cultura e averiguar quais eram os seus valores fundamentais. Assim que lhe ocorreu uma brincadeira para as crianças. Ele colocou um cesto de frutas perto de uma árvore. E disse o seguinte às crianças: 

- A primeira que chegar à árvore ficará com o cesto de frutas.

Mas, quando o homem deu o sinal para que começasse a corrida em direção ao cesto, aconteceu algo inusitado: as crianças deram as mãos umas as outras e começaram a correr juntas. Ao chegarem ao mesmo tempo todos desfrutaram do prêmio. Eles se sentaram e repartiram as frutas. 

O antropólogo lhes perguntou por que tinham feito isso, quando somente um poderia ter ficado com todo o cesto. Uma das crianças respondeu: 

- 'Ubuntu'. Como um de nós poderia ficar feliz se o resto estivesse triste? 

O homem ficou impressionado pela resposta sensata desse pequeno. Ubuntu é uma antiga palavra africana que na cultura Zulu e Xhosa significa ‘Sou quem sou porque somos todos nós’. É uma filosofia que consiste em acreditar que cooperando se consegue a harmonia, já que se consegue a felicidade de todos. 

LEITURA DE CURIOSIDADES: CIÊNCIA "QUAL É A RELAÇÃO ENTRE OS BEATLES E A CRIAÇÃO DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA?"

Qual é a relação entre os Beatles e criação da tomografia computadorizada?
Lucros da banda teriam sido investidos nas pesquisas de Godfrey Hounsfield, criador do exame, mas há quem conteste isso dizendo que a doação não foi tão grande assim


Se hoje podemos ver o corpo humano por dentro, é muito graças ao físico alemão Wilhelm Roentgen, que em 1895 descobriu os raios X. Mas, de lá para cá, houve muita evolução. Uma delas foi a criação da tomografia computadorizada, que permite que se enxergue o corpo em 360 graus. Desde 1972, essa tecnologia já contribuiu para a investigação de doenças como câncer, AVC e a atual Covid-19, causada pelo novo coronavírus.

São muitas as inovações inclusas no desenvolvimento da tomografia. Para criar as imagens, o físico sul-africano Allan MacLeod Cormack e o engenheiro britânico Sir Godfrey Newbold Hounsfield tiveram que formular cálculos matemáticos para medir a descontinuidade da densidade dos tecidos do nosso corpo. Assim, eles conseguiram construir uma super máquina que emitia raios X em diferentes ângulos. Mas o mais interessante está por vir. Reza a lenda que tudo isso só foi possível graças aos Beatles — isso mesmo, os quatro garotos de Liverpool que formaram a banda de rock mais bem sucedida de todos os tempos.

Foi justamente por causa desse sucesso todo que a gravadora da banda, a Electrical and Musical Industries (EMI), teve tanto lucro que decidiu investir um pouco de grana em pesquisas. O ano era 1967 e Hounsfield, que trabalhava na área de radares e armas guiadas há 16 anos, foi um dos cientistas que receberam fundos para investir em projetos científicos. Anos mais tarde, ele revelou que teve a ideia durante uma caminhada no interior.

“Como era de se esperar, o projeto teve várias frustrações… E alguns incidentes curiosos, sem falar nas experiências de viajar por Londres usando transporte público carregando cérebros de bois para usar nas avaliações de um scanner experimental nos laboratórios”, escreveu o engenheiro em sua autobiografia. Na época, a máquina foi batizada de EMI-Scanner, em homenagem à patrocinadora.

A tomografia computadorizada foi usada pela primeira vez em um hospital de Wimbledon em 1971. No Brasil, ela chegou seis anos mais tarde, quando o primeiro tomógrafo foi instalado em São Paulo. Em 1979, Hounsfield e Cormack receberam o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia pela invenção.

SUGESTÃO DE ATIVIDADE DE MATEMÁTICA 5º ANO: SITUAÇÕES - PROBLEMA COM NÚMEROS DECIMAIS












Rotina quinzenal 08 a 19 de março - EMEF - 5º ano

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