terça-feira, 26 de maio de 2020

HORA DA LEITURA: POESIA DE WANDERLINO ARRUDA "NAÇÃO BRASILEIRA"

Nação Brasileira

 Glória à raça,
glória à cor,
glória à beleza da forma.
Glória, glória,
que o negro carece,
glória, glória,
que o negro merece.
alma e vida do nosso Brasil !

Trezentos anos de Zumbi,
três séculos do bravo guerreiro,
três séculos de negro altaneiro,
na labuta do trabalho,
na luta pelo espaço
da nossa maior cultura:
dança,
comida,
música,
jogo de cintura,
inteligência viva,
liberdade,
uma alegria natural
do gostoso jeito de ser
que mais representa o Brasil !
Glória às artes do Aleijadinho,
Glória à poesia de Gonçalves Dias,
Glória ao romance de Machado de Assis,
Glória à voz de Milton Nascimento,
Glória aos pés de Pelé.
Glória ao samba do nosso Carnaval.

Juntos, bem juntinhos, na história,
todos eles, muitos mais
formam um Brasil purinho,
com vida e cidadania.
Bendita a raça que dá cor e temperatura
a este grande Brasil !




MATERIAL COMPLEMENTAR DE CIÊNCIAS HUMANAS: CONCEITO DE NAÇÃO

Nação



Nação é a união de pessoas com características históricas comuns que formam um povo.

Os estudantes das universidades medievais se reuniam em grupos chamados natio ou natos, termos originais do latim para a palavra Nação. Como cada estudante era proveniente de um lugar, os grupos reuniam os estudantes que vinham de mesmos lugares e neles se falavam a língua natal e seguiam-se as leis de suas respectivas origens. Foram nessas universidades que se engrossaram o movimento de contestação à Igreja Católica na época do Renascimento. Esse afastamento à Igreja de Roma, que se intensificou nas colônias do Novo Mundo, colocou o humanismo no centro das relações entre homem e natureza.

O termo Nação ganhou repercussão a partir da publicação do livro de Adam Smith chamado “A Riqueza das Nações”, de 1776, que não se preocupou em caracterizar muito bem o termo, apenas o utilizou para designar as várias organizações humanas, sendo que a principal vinculação do termo Nação era com Estado. O termo foi absorvido em dois grandes movimentos históricos, a Revolução Americana e a Revolução Francesa. Em ambos utilizou-se o termo Nação para legitimar o poder do povo. A partir daí, o termo Nação seria recorrente na história da humanidade, integrando grandes acontecimentos como os que envolveram os estopins para a Primeira e para a Segunda Guerra Mundial. No mesmo século XX, entre as guerras, fundou-se a Liga das Nações, com o intuito de tentar garantir a paz entre os povos, que foi substituída pela Organização das Nações Unidas após o segundo conflito.

O conceito mais aceito de Nação, atualmente, versa sobre a reunião de pessoas com características históricas semelhantes, ou seja, integrantes de um mesmo grupo étnico, que falam o mesmo idioma e possuem os mesmos costumes. Assim, tem-se um povo que é unido por hábitos e tradições. Todavia, é importante ressaltar, os elementos língua, território, religião, costumes e tradição não constituem uma Nação por si só. Para formá-la é indispensável o vínculo entre os indivíduos que gera a convicção de querer formar um coletivo. Em outras palavras, a Nação existe a partir do momento em que também há uma consciência de nacionalidade entre os indivíduos, formando um grupo com interesses especiais e necessidades particulares.

Assim, Nação não se anula ou está submetida ao Estado, pois este é uma forma política adotada. A Nação é preexistente sem necessidade de organização legal ou política, mesmo que seja comum fazer sua associação com Estado. Prova disso é o que ocorre no continente africano. Após a Segunda Guerra Mundial, a África foi toda dividida em Estados segundo o interesse dos povos europeus. Entretanto essa divisão dos Estados não levou em consideração as características históricas dos povos que incluíram, gerando, assim, Estados formados por nações diferentes. A consequência disso é uma interminável onda de guerras civis que varre o continente, já que as diferenças não foram respeitadas e, hoje, os diferentes povos que habitam o mesmo território disputam pelo poder.


Uma nação é constituída por uma população que partilha a mesma origem, língua, religião e/ou cultura, ou seja, são pessoas que possuem uma história e identidade comuns. O conceito de nação, portanto, é mais amplo e complexo do que o conceito de povo.

A nação, no entanto, submete-se ao Governo e à legislação do país em que se localiza. Assim, um mesmo país pode abrigar nações distintas. O Brasil, por exemplo, abriga diversas nações indígenas, que, por se localizarem no território do Brasil, respondem às leis e aos objetivos do Estado Nacional brasileiro.

Nação basca

Há casos em que a identificação nacional ultrapassa a fronteira dos países. É o caso da nação basca. Os bascos povoam o estremo norte da Espanha e o sudeste da França, mas 90% do território que ocupam está na Espanha. Essa população possui uma cultura com traços próprios – a língua local, o euskara, idioma ancestral que não faz parte do grupo de línguas indo-europeias, constitui um significativo exemplo. Embora estejam divididos em dois países, os bascos possuem características que os unem, partilhando sentimentos de identidade e nacionalidade.

Além da nação basca, existem outras nações sem território e sem Estado próprio, como os Curdos, Palestinos, Caxemires, Tibetanos, Chechenos, entre outras.



MATERIAL COMPLEMENTAR DE MATEMÁTICA: QUADRO DE ORDENS E CLASSES










MATERIAL COMPLEMENTAR DE MATEMÁTICA: SISTEMA DE NUMERAÇÃO DECIMAL








domingo, 24 de maio de 2020

RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA - QUATRO OPERAÇÕES













O PEQUENO PRÍNCIPE: AS PERSONAGENS

O Piloto Poeta


Guiado pelas estrelas Antoine de Saint-Exupéry, viajou pelo mundo, decifrou o céu, criou laços entre as pessoas. Diminuindo as distâncias, fez o mundo parecer menor. Escrevendo, fez do nosso planeta, um mundo maior.


O Essencial
Antoine de Saint-Exupéry partiu para Nova York no fim de Dezembro de 1940, onde começou a desenhar, na frente aos editores, o recorrente menino de cabelos rebeldes. Quando lhe perguntavam, respondia: “Não é nada de mais, é apenas o garoto que existe no meu coração.”
A primeira edição do Pequeno Príncipe apareceu em abril de 1943. Ele recebeu um dos primeiros exemplares alguns dias antes do seu embarque para a África do Norte. Atravessou o Atlântico a bordo de um navio com tropas americanas para lutar pela França ocupada pelo exército alemão. No dia 31 de Julho de 1944 não retornou da sua última missão.
Toda a obra de Saint-Exupéry é centrada em valores fundamentais e universais. Elas fazem parte do nosso patrimônio. São os valores dos homens solidários, responsáveis e persistentes.

A Toalete do Planeta
Um pequeno príncipe nos convida a olhar com atenção o planeta que habitamos, cheio de presentes oferecidos pela natureza. Presentes aparentes ou escondidos, renováveis ou limitados. Mas todos eles revelam segredos quando os observamos com o olhar cristalino de uma criança.
Estrelas que sabem sorrir.
Antoine de Saint-Exupéry resgatou a criança que existe em cada um de nós, com encanto, ética e beleza.

O Livro
O Pequeno Príncipe é o terceiro livro mais vendido do mundo. Possui cerca de 134 milhões de livros vendidos em todo mundo, 8 Milhões só no Brasil e foi traduzido em mais de 220 línguas e dialetos.
É um dos personagens mais famosos e queridos de todos os tempos, que empolga crianças e adultos com ensinamentos inesquecíveis. Sua história deixa marcas pela forma simples de suas mensagens de otimismo, simplicidade e amor ao nosso planeta.

“As estrelas são todas iluminadas...
Não será para que cada um possa um dia encontrar a sua?”
Antoine de Saint-Exupéry






















ARTIGO: O PEQUENO PRÍNCIPE

5 lições de vida (comprovadas) de “O Pequeno Príncipe”

O livro tem encantado tanto crianças como adultos do mundo todo nos últimos 70 anos

Foto com escultura de "O Pequeno Príncipe", em Paris: O Pequeno Príncipe foi publicado em 6 de abril de 1943  (Getty Images/)

1. Devemos nos reconectar com a nossa criatividade da infância

O narrador de O Pequeno Príncipe abre o livro com uma história sobre o primeiro desenho que fez quando criança, de uma jiboia digerindo um elefante. Todos os adultos que olhavam a imagem, conta ele, sempre viam a mesma coisa: um chapéu comum.

O narrador diz que ele abandonou sua paixão por desenhar até conhecer o Pequeno Príncipe, que imediatamente reconheceu o desenho pelo que era: um elefante com uma jiboia dentro.

“Mas, quem quer que fosse, ele ou ela, sempre respondia: ‘É um chapéu’. Então eu nem falava de jiboias, nem de florestas virgens, nem de estrelas. Eu me colocava no seu nível. Falava com ele sobre bridge, golfe, política e gravatas. E os adultos ficavam felizes de encontrar um homem tão razoável”.

Lição de vida: Ao crescer, não perca o contato com aquele toque de loucura e criatividade. Os adultos preferem números e ideias práticas, mas eles se esquecem de olhar além da superfície, deixar fluir e ser criativo. A medida que eles perdem a curiosidade, tornam-se mais passivos.

O que diz a ciência: A criatividade e a imaginação trazem benefícios para sua saúde. Um estudo da Revista Psychology of Music mostra que estudantes de piano ficam menos estressados quando improvisam no palco. A música pode também melhorar a percepção de como expressar vocalmente uma emoção, conforme revelou o estudo.

As pessoas criativas são extremamente parecidas ao Pequeno Príncipe; elas sonham, buscam novas experiências e fazem as perguntas certas.

2. Para apreciar os simples prazeres da vida, precisamos ser menos sérios

Na jornada em planetas diferentes o Pequeno Príncipe explica que conheceu um homem de negócios muito sério. Este homem sempre contava todas as estrelas da galáxia e embora dizia ser feliz, pois era dono de todas elas, sua vida era solitária e monótona pois ele não tinha mais nada.

Ele não conseguia sequer apreciar a beleza das estrelas.
“‘Eu as administro. Eu as conto e reconto, disse o homem de negócios. É difícil. Mas eu sou um homem sério”.

Lição de vida: Você não deve comprometer sua alegria pelos simples prazeres da vida.

O que diz a ciência: Muitos estudos afirmam que não há nada melhor do que uma boa gargalhada para levantar o ânimo e melhorar a qualidade de vida.

Em 2014, os pesquisadores da Universidade Loma Linda, na Califórnia, descobriram que as pessoas que riem mais, frequentemente têm uma memória de curto prazo melhor e sofrem menos com o estresse. Outros estudos, como um conduzido pelos pesquisadores na Universidade de Maryland, mostram que o senso de humor pode nos proteger de um ataque cardíaco.

3. Dar um tempo a si mesmo é a chave para a felicidade

O Pequeno Príncipe relata ter encontrado outro personagem interessante no quinto planeta que visitou, onde cada dia dura apenas um minuto. O acendedor de lampiões, como é conhecido, deve desligar a luz no planeta a cada minuto e daí freneticamente ligá-la de volta um minuto depois. Ele nunca tem tempo para descansar ou dormir.

“Agora que o planeta dá uma volta por minuto, eu não tenho mais um segundo de repouso. Acendo e apago uma vez por minuto!” – O Acendedor de Lampiões

Lição de vida: Você precisa apreciar cada minuto que passa. Aproveite a vida.

O que diz a ciência: Os médicos não cansam de insistir: a falta de sono é catastrófica para a sua saúde. Viver a vida como a do acendedor de lampiões em O Pequeno Príncipe pode causar um aumento no risco de diabete, doenças cardíacas, infarto, tipos específicos de câncer, problemas de memória, mudanças de humor e um aumento no seu apetite.

Os efeitos negativos da falta de sono são vários. Além de dormir, o essencial é dar-se um tempo para se desconectar do trabalho. Não há dúvidas que hoje em dia, o acendedor de lampiões teria sofrido da síndrome de Burnout”.

4. Precisamos ter coragem para explorar

No sexto planeta de sua jornada, o Pequeno Príncipe conheceu um “senhor mais velho que escrevera livros volumosos”. Embora o Pequeno Príncipe inicialmente acredite que o autor era um explorador, ele descobre que na verdade ele é um geografo que jamais saiu nem de sua mesa.

“Não é o geógrafo que vai contar as cidades, os rios, as montanhas, os mares, os oceanos e os desertos. O geógrafo é muito importante para ficar passeando. Ele não abandona a sua escrivaninha”. — O Geografo

Lição de vida: Tendemos a ficar dentro de nossa “zona de conforto” porque é mais fácil do que se arriscar. Mas nós devemos usar o tempo que temos na Terra para ter experiências diferentes, conhecer novas pessoas e viajar pelo mundo.

O que a ciência diz: Existem milhares de motivos para sair da sua zona de conforto, muitas delas cientificamente comprovadas. A ansiedade que você sente ao confrontar o desafio pode até ajudá-lo a ser mais eficiente, de acordo com os psicólogos. E adaptar-se às mudanças nos ajuda a sermos mais afiados quando mais velhos, de acordo com um estudo publicado em 2013.

5. É melhor escolher com o coração

O Pequeno Príncipe está apaixonado com a rosa do seu planeta natal, uma que é como todas as outras rosas que ele vê na Terra. Mas a sua rosa é única porque ele a escolheu. É “única no mundo”, disse a raposa, porque o príncipe passou um tempo cuidando dela.

“Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê verdadeiramente com o coração. O essencial é invisível aos olhos”. – A raposa

Lição de vida: O Pequeno Príncipe representa a espontaneidade. Diferente de muita gente, ele pensa instintivamente, com o coração. De acordo com a raposa, essa é a única forma de descobrir o que realmente importa.

O que a ciência diz: De acordo com um estudo publicado na Revista Organizational Behavior and Human Decision Processes, em 2012, uma decisão intuitiva pode resultar em resultados iguais ou melhores do que uma abordagem analítica.

Nossa intuição ajuda a equilibrar nossas decisões — ela serve para fechar o vazio entre razão e instinto, de acordo com Cholle Francis, autor de “A Inteligência Intuitiva”.

Obviamente, O Pequeno Príncipe possui outros conselhos de vida valiosos. Mas, para aprender ainda mais, talvez você queira perguntar direto para ele. Quando visitar seu planeta, não tem como errar: ele estará vendo o pôr-do-sol com a flor que ama.

Uma versão deste artigo apareceu originalmente no HuffPost France e foi traduzida para o inglês.



O francês Antoine de Saint-Exupéry lançou, em 1943, nos EUA, um ano antes de sua morte, o livro que se tornaria um clássico da literatura universal, ‘Le Petit Prince’, traduzido no Brasil como O Pequeno Príncipe. Escrito e ilustrado por este ex-piloto aéreo ao longo da Segunda Guerra Mundial, ele se transformou na obra mais vendida em todo o mundo, por volta de 80 milhões de volumes; foi editado pelo menos 500 vezes.

Esta fábula ou parábola, aparentemente dirigida ao público infantil, mas permeada por um alto teor filosófico e poético, foi a terceira produção literária mais traduzida no Planeta – a primeira é o Livro Sagrado e a segunda é O Peregrino, A Viagem do Cristão da Cidade da Destruição para a Jerusalém Celestial, do inglês John Bunyan -, lançada em 160 idiomas ou dialetos, até mesmo na África do Sul. Em Portugal esta obra é adotada no ensino básico, nas aulas de Língua Portuguesa, e no Japão foi construído um museu para o protagonista da trama.



Rotina quinzenal 08 a 19 de março - EMEF - 5º ano

  Rotina quinzenal 08 a 19 de março - EMEF - 5º ano Link aula de Educação - Física: https://ensinofundamentalhortolandia.blogspot.com/search...